Marco Aurélio Cunha fala sobre o projeto aprovado do IPTU

A revisão da base de cálculo do IPTU aprovada com substitutivos pelo legislativo nesta terça feira dia 01/12  foi imprescindível à garantia de justiça tributária em nossa cidade, pois permitiu graduar o imposto de forma isonômica e equitativa. 


O projeto original do executivo  estabelecia, para o ano de 2010, “travas” que limitariam o aumento da cobrança em 40% para imóveis residenciais e 60% para imóveis comerciais. No entanto, por acreditar que tais limitações não eram suficientes, apoiei substitutivo ao projeto original, estabelecendo novas travas que limitaram ainda mais a possibilidade de majoração no valor cobrado do IPTU. O novo limite de reajuste passou a ser de 30% para imóveis residenciais e 45% para imóveis comerciais. Além disso, defendi o “escalonamento” desse aumento, ou seja, defendi que a cobrança do valor fosse gradual e ao longo de quatro anos. 


O projeto original do executivo também promovia  a ampliação da faixa de isenção para imóveis residenciais, que subiria de R$ 61.240,00 para R$ 92.500, 00, e garantiria isenção a mais de 1 milhão de famílias. Também achei que não era suficiente e, portanto, defendi  a ampliação dessa margem por meio do aumento da faixa de isenção de imóveis comerciais, que era de R$ 37 mil e passou para 70 mil. Esse substitutivo, portanto, beneficiará fortemente o pequeno empreendedor, além de representar uma importante ação de justiça social. 


É importante destacar que o legislativo também conseguiu uma diminuição média de 20% nos valores venais estabelecidos para  regiões como a da  “nova luz” e aprovou a obrigatoriedade de revisão da PGV  a cada dois anos. Isso garantiu maior equidade e justiça nas cobranças futuras. Além disso, todas essas mudanças diminuíram em mais de R$ 100 milhões a previsão de arrecadação da prefeitura para o próximo ano. 


Em síntese,  o texto original do projeto do executivo sofreu importantes modificações no legislativo, e o prefeito certamente terá a sensibilidade de sancioná-las. O motivo da nova PGV foi corrigir distorções do valor venal dos imóveis, face à dinâmica e heterogeneidade do mercado imobiliário. Regiões que já se valorizaram no passado terão correções menores. Não há intenção de cobrar mais do que é devido, ou seja, o objetivo maior do projeto é garantir justiça tributária, cobrando aquilo que é correto. 


Além disso, imóveis valorizados vinham pagando menos do que deveriam, e os que se desvalorizaram, bem mais. O projeto do executivo aprovado com substitutivos pelo legislativo visa a corrigir essas discrepâncias e, portanto, votei a favor.                           


Marco Aurélio Cunha

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